O amor, pra mim, pode ser um bote salva-vidas pra mocinha, que sem saber nada, caiu num mar bravo.
Pode ser também a brisa fresca que seca a testa suada depois de um dia infernal de verão onde não exista sombra pra se repousar.
Pode ser uma fonte escondida no meio do deserto.
Um ‘estou-contigo-até-o-fim’.
Talvez um mundo tão repleto de gentilezas e emoções reais, quando tudo é tão superficial e instantâneo.
O amor pode ser satisfação. Aquela coisa do con-ten-ta-men-to des-con-ten-te.
Seguramente digo pra você que é felicidade.
E de todas as suposições e dos ‘pode ser’ ou ‘talvez’ ou ‘quem sabe’ que tenho, essa certeza pertece a mim.
É o seu sorriso embrulhado nas coisinhas doces que você (raramente, mas me diz).
É certeza de que o amanhã nos encontrará de mãos dadas, firmes e seguras.
É a segurança de te encontrar esperando na rodoviária com os olhos cansados de quem trabalhou até tarde e não dormiu o suficiente, olhando para o relógio a todo momento, cheio de remorso de ter se arrependido de não ter ficado mais cinco minutinhos na cama.
É a esperança, verde-folha, ainda que não haja sinal de chuva, que a terra esteja seca e o dia seja dificil por isso.
É te oferecer meus versos mais bonitos, meu adjetivos, minhas tentativas de concordância nas palavras (mesmo que falhas), já que minha felicidade de ter você comigo me faz atropelar qualquer uma delas, e não só no papel.
São todos os passos que dou com e por você, e cada sensação inenarrável: boa ou ruim.
O amor, pra mim, é sorrir vendo você me mostrar cada etapa da sua vida, ainda que algumas delas só tenham começado agora.
É zelar o seu sono, e te ver acordando com o maior bico do mundo por não ter café quentinho para ativar o paladar e acordar o corpo.
O amor somos nós quando temos a certeza de que será sempre amor, esse simples amor,
até o fim…
