Breathe, babe, breathe.

Ultimamente eu tenho ficado sem ar.

Só que eu sou forte, aguento firme essas situações de sufocamento.

Suporto com sorriso no rosto, como quem não está sofrendo.

Como se já estivesse acostumada a saber o que é respirar com dificuldade…

E, de sufoco em sufoco, eu vou sorrindo e vou vivendo.

É só não pensar naquela sensação de alívio que me dá quando eu pressiono a bombinha. Uma sensação tão boa que as vezes só de imaginar dá até lágrima nos olhos.

Mas o que seria do alívio de respirar se não fossem os sufocos?

.

Que venham os sufocos, os sorrisos e os alívios. (E caso esse último demorar a vir, a bombinha estará sempre na minha bolsa.)

Published in: on 30/01/2010 at 4:21 AM  Deixe um comentário  

A letter about love.

O amor, pra mim, pode ser um bote salva-vidas pra mocinha, que  sem saber nada,  caiu num mar bravo.

Pode ser também a brisa fresca que seca a testa suada depois de um dia infernal de verão onde não exista sombra pra se repousar.

Pode ser uma fonte escondida no meio do deserto.

Um ‘estou-contigo-até-o-fim’.

Talvez um mundo tão repleto de gentilezas e emoções reais, quando tudo é tão superficial e instantâneo.

O amor pode ser satisfação. Aquela coisa do con-ten-ta-men-to  des-con-ten-te.

Seguramente digo pra você que é felicidade.

E de todas as suposições e dos ‘pode ser’ ou ‘talvez’ ou ‘quem sabe’ que tenho, essa certeza pertece a mim.

É o seu sorriso embrulhado nas coisinhas doces que você (raramente, mas me diz).

É certeza de que o amanhã nos encontrará de mãos dadas, firmes e seguras.

É a segurança de te encontrar esperando na rodoviária com os olhos cansados de quem trabalhou até tarde e não dormiu o suficiente, olhando para o relógio a todo momento, cheio de remorso de ter se arrependido de não ter ficado mais cinco minutinhos na cama.

É a esperança, verde-folha, ainda que não haja sinal de chuva,  que a terra esteja seca e o dia seja dificil por isso.

É te oferecer meus versos mais bonitos, meu adjetivos, minhas tentativas de concordância nas palavras (mesmo que falhas), já que minha felicidade de ter você comigo me faz atropelar qualquer uma delas, e não só no papel.

São todos os passos que dou com e por você, e cada sensação inenarrável: boa ou ruim.

O amor, pra mim, é sorrir vendo você me mostrar cada etapa da sua vida, ainda que algumas delas só tenham começado agora.

É zelar o seu sono, e te ver acordando com o maior bico do mundo por não ter café quentinho para ativar o paladar e acordar o corpo.

O amor somos nós quando temos a certeza de que será sempre amor, esse simples amor,

até o fim…

heartshoe

 

Published in: on 04/11/2009 at 10:01 PM  Deixe um comentário  

Acorda, Alice!

Quando eu era pequena eu fazia competições comigo mesma. Ficar na piscina o maior tempo possível sem respirar, comer todas as azeitonas na pizza, ler um livro inteiro em um dia.

Coisas bobas que a gente faz sem saber por que, só pra ter o gostinho de vitória. Hoje eu percebo que estou fazendo a mesma coisa. Feito uma criança, entro em competições sem sentido, tentando provar que eu sou melhor. Mas melhor que quem, se não tem ninguém competindo comigo? Melhor que mim mesma? E provar pra quem, se quase todos estão desaprovando tudo o que eu faço atualmente? É como se, numa corrida, quando eu conseguisse ultrapassar meu adversário, percebesse que quem fica para trás é exatamente Fernanda.

 – E na torcida, há apenas uma pessoa assistindo: a mesma Fernanda, que não sabe se comemora ou lamenta a vitória da corredora.

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Published in: on 10/10/2009 at 9:58 PM  Comments (2)  

Every time we say goodbye I die a little…

Red~Shoes

O coração bombeava tantas lágrimas que até doía ao chorar…

As lágrimas não eram sangue, tampouco água.

Eram pedras: diamantes brutos lapidados proporcionalmente inverso ao ritmo das batidas.

A ela só sobravam os sapatinhos vermelhos.

Podem até maltratar meu coração

Que meu espírito ninguém

Vai conseguir quebrar…

Published in: on 05/10/2009 at 4:12 AM  Deixe um comentário  

Quando você está atrás de algo que quer muito, topa o pagar o preço, topa vender a alma. Então você sai fazendo concessões aos seus padrões morais, vai esquecendo o que é ética, vai abrindo exceções para si mesma, vai se destruindo -como se, chegando ao tão sonhado objetivo, você pudesse recolher os cacos de si mesma para se reconstruir igual ou melhor do que era antes. Mas conforme você se despedaça em cacos, você esquece qual era seu sonho e o porquê você quer chegar lá. Então você pode até tentar, como João e Maria, seguir as migalhas pelo chão. Estou começando a tentar recolher as minhas.

A sensação que eu tenho é que a floresta é escura e fria, e que eu não vou encontrar o caminho de volta.

Red_shoes_by_nhoxanhcaodo

Published in: on 24/09/2009 at 1:31 AM  Comments (1)  

Chove a fantasia junto com o vidro da janela que é líquido também
Escorre inspiração pelos cantos dos guarda-chuvas, que é tudo inexplicação
Que é só um canto de guarda-chuva e é também abrigo para a pele da mulher bem arrumada.
A chuva é companheira da saudade, saudade até do que não tem.
Corre a umidade como um sono percorrendo meu corpo
Que enlaça pontas perdidas de mim mesma..
Incentiva a brincadeira de uma mente incendiária
E poetiza a vida com uma serenidade.

A fantasia em cima da mesa.

red_shoes_rain

 

 

 

 

 

 

 

 

Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim…

Published in: on 21/08/2009 at 4:11 AM  Comments (3)  

esvoejar…

 Algo, enquanto se esgota, se esvai, fica mudo, muda! Algo inusitado, no meio do sólido e constituído ― ou aquilo que chamados de real ― abre-lhe uma fresta, e dá a ver o vazio. Um nada que existe. Um vazio problemático porque sua natureza não é semelhante ao contrário de cheio. Um vazio diverso do espaço a ser preenchido.

Tudo se esvai, tal como um dia veio sem pedir licença.

42-15237200

PS: As pessoas apenas se esvaem ou se tornam outras?

Published in: on 16/08/2009 at 5:04 AM  Comments (3)  

parafrancisco

Nas horas tristes, filho, não diga nada. Coloque um silêncio bem alto no aparelho de som. E comece a escrever bem baixinho. (Chorar até que pode, desde que não lhe embace a vista). Só não pare: tristeza é pra escrever. Tome posse dessa dor que é toda sua. Até que passe e venha outra mais bonita.42-15319276

Published in: on 27/07/2009 at 4:40 AM  Comments (1)  

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E o tempo lhes deu uma chance então.

A distância foi rompida…

Estavam ali, olhos nos olhos

Enfim dois.

Flor da pele,

o corpo falava alto

já não havia tempo de espera

A boca calada pedia o beijo,

aproximação…

as mãos emaranhadas nos cabelos

trouxe ela pra perto

O calor denunciava a paixão

o beijo ardente anunciava o fim do tempo…

os corpos colados…

embriagava-se com o cheiro dele

arrepios na pele macia

a vozsuave murmurava a espera recompensada

desejos compartilhados: ‘vem’

o chamado dela o fazia louco

corpos em poesia

suas mãos se firmavam nela

nos olhos a certeza do encontro

E ela o recebeu com a intensidade do desejo firmado

Perdeu-se nela no momento infinito

eram dois

eram um, enfim.

Published in: on 22/07/2009 at 4:34 PM  Deixe um comentário  

Mas agora era diferente. Era saudade ao lado, falta ao vivo, era o medo da perda. Era a perda ao lado, ao vivo.

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Published in: on 21/07/2009 at 2:30 AM  Comments (1)