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Um caso mal resolvido no psicanalista.
Uma representação simples da existência humana, uma tese de doutorado elaborada sobre as variações existenciais da vida cotidiana, um poema mal declamado, um sorriso visível no discurso de um velório, os apaixonados que acabam de casar, o advogado no caso de divórcio.
Um choro engasgado no cinema, onde todos gargalham comendo pipoca sem sal.
Um livro com capa sem graça, mas com uma história e tanto. Um dia de domingo intediante, um copo de vinho barato, o calmante para insônia, a pílula para a tristeza, o placebo que não funciona, uma lágrima contida em meio a multidão, um pranto sentido entre as pessoas ideias, uma bela história imaginada que não deu certo, e se por acaso deu certo, já perdeu seu encanto.
Um suspiro de desespero, um estado psicológico inexplicável, a lógica chata e sem poesia, a música e uma saudade, o musical de um filme irritante, a nostalgia do que não se teve, um esboço artístico, o sufoco de uma situação constrangedora, a repetição da palavras, palavas que não existem, um momento sublime, um gesto absurdamente grotesco, o flagra do ciumento, o engano, a garota mais linda do mundo, o ser mais feio e sem graça, uma síncope de raiva, o perfume mais suave, o nariz entupido, uma lembrança de alguém, sujeito que passa despercebido, uma polidez desnecessária, uma doçura enjoada, uma amargura intragável, sou uma coisa em um mundo de coisas, sou humana!
Oh! Grande descoberta!…..

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Published in: on 15/07/2009 at 4:47 AM  Deixe um comentário  

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