Chove a fantasia junto com o vidro da janela que é líquido também
Escorre inspiração pelos cantos dos guarda-chuvas, que é tudo inexplicação
Que é só um canto de guarda-chuva e é também abrigo para a pele da mulher bem arrumada.
A chuva é companheira da saudade, saudade até do que não tem.
Corre a umidade como um sono percorrendo meu corpo
Que enlaça pontas perdidas de mim mesma..
Incentiva a brincadeira de uma mente incendiária
E poetiza a vida com uma serenidade.

A fantasia em cima da mesa.

red_shoes_rain

 

 

 

 

 

 

 

 

Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim…

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Published in: on 21/08/2009 at 4:11 AM  Comments (3)  

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3 ComentáriosDeixe um comentário

  1. Evohé, Fernanda Benjor!
    Abreijos literais.

  2. Adorável este texto, como se não bastasse o lirismo e a visualização da cena que retrata, ainda temos uma prosa melodiosa, as palavras se encaixando perfeitamente com seus significados e sons. Adorei! 😉

  3. O guarda chuvas simplesmente conserva o penteado do vaidoso… o barulho da chuva durante a noite acoberta o coração dos desalmados e a saudade é uma armadilha do tempo que passa enquanto estamos ausentes…


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