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E então ela se deparou com a imensidão do amor que sentia por ele. Manteve-se firme em sua decisão, contudo, a maneira como olhou em seus olhos, quase a fez querer voltar atrás no tempo e corrigir algo que seu coração considerava errado.

Torturava não sentir seus lábios tocando os leves lábios dele.

Procurava razões para escapar do sonho de estar ao seu lado.

Ela: tantas palavras a expressar. Ele, tantas mágoas a guardar. E mesmo assim, a voz não  lhe saía da garganta, impedindo que dissesse algo indesejado.

Esperou calada, pelo pedão que pudesse ser dado à ela por ele.

Em vão!

Pensou e novamente deparou-se com a tristeza que antes sentia, pois seu refúgio e a salvação de si mesma, estavam no quente abraço daquele a quem tanto queria bem… (mas sabia que jamais o faria feliz..)

Published in: on 15/07/2009 at 5:14 AM  Comments (1)  

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Um caso mal resolvido no psicanalista.
Uma representação simples da existência humana, uma tese de doutorado elaborada sobre as variações existenciais da vida cotidiana, um poema mal declamado, um sorriso visível no discurso de um velório, os apaixonados que acabam de casar, o advogado no caso de divórcio.
Um choro engasgado no cinema, onde todos gargalham comendo pipoca sem sal.
Um livro com capa sem graça, mas com uma história e tanto. Um dia de domingo intediante, um copo de vinho barato, o calmante para insônia, a pílula para a tristeza, o placebo que não funciona, uma lágrima contida em meio a multidão, um pranto sentido entre as pessoas ideias, uma bela história imaginada que não deu certo, e se por acaso deu certo, já perdeu seu encanto.
Um suspiro de desespero, um estado psicológico inexplicável, a lógica chata e sem poesia, a música e uma saudade, o musical de um filme irritante, a nostalgia do que não se teve, um esboço artístico, o sufoco de uma situação constrangedora, a repetição da palavras, palavas que não existem, um momento sublime, um gesto absurdamente grotesco, o flagra do ciumento, o engano, a garota mais linda do mundo, o ser mais feio e sem graça, uma síncope de raiva, o perfume mais suave, o nariz entupido, uma lembrança de alguém, sujeito que passa despercebido, uma polidez desnecessária, uma doçura enjoada, uma amargura intragável, sou uma coisa em um mundo de coisas, sou humana!
Oh! Grande descoberta!…..

Published in: on 15/07/2009 at 4:47 AM  Deixe um comentário  

Carnavália

pierro Sinto um pequeno desconforto hoje…

Desenterrei coisas que ficam abandonadas em caixas de papelão lá no sótão, e me lembrei de carnavais onde nos vestíamos  com roupas multi-coloridas e fazíamos as guerras de confetes e serpentinas… Me lembrei de uma época em que o dinheiro  pra comprar os sorvetes bastava, e que os amores platônicos de criança eram apenas uma coisa avassaladora e passageira….

É muito estranho depois de todos esses anos e de tantos carnavais ainda guardar o gosto doce daqueles sorvetes  aguadíssimos e sentir de novo aquela paixão que talvez não se concetrasse em alguma forma física, mas em toda aquela  situação e na beleza de ser apenas uma criança…

As coisas continuam lá, abandonadas, porém a lembrança de tão doces carnavais foi desenterrada pra sempre, e todas as  emoções daquelas marchinhas estarão sempre vivas dentro da minha memória e do meu coração…

Eu, eterno Pierrô, encubro a alma
com trapos de fantasia.
com a máscara sob o rosto,
mudo o pranto em alegria,
disfarçando a dor que sinto
por esta pesada sina
de não ser, na contradança,
par da linda Colombina.
Pelos salões, vejo em mim
insano espectro branco.
Com mil cores camufladas,
outro doido saltimbanco:
um caricato Arlequim
a bailar sem sua amada…

(Houve um pequeno probleminha, e eu não consigo entrar no meu antigo blog, porrrtanto, fica esse como meu agora…
Muaaack!)


Published in: on 15/07/2009 at 4:32 AM  Deixe um comentário